Quando paro e olho para tudo o que já vivi, sinto uma coisa tão boa! É uma mistura de saudade, com alegria e realização! Sim, realização! Acho que estou cumprindo muito bem a minha missão aqui.
Lembro de coisas que até Deus duvida!
Ano de 1993, uma pequena menina, loira e cheia de vontade de ir para escolinha, finalmente, terá seu primeiro dia de aula. Nossa, era tanta emoção... Impossível ficar mais emocionante! Não, não era impossível... Veio tudo junto em um único dia: escola, novos amigos e... um namoradinho!
É, do primeiro amor nós nunca esquecemos, não é mesmo? Ainda mais quando esse primeiro amor se torna presente em sua vida até os dias de hoje. De um amor infantil, surge uma amizade sincera. Crescemos juntos, descobrimos o amor juntos, passamos por fases importantes em nossas vidas, e tudo isso juntos. E hoje, de uma forma ou de outra, somos sim da mesma família.
Alguns anos se passaram e chegou uma outra fase importante. Ano de 1997, escola nova, desafios novos, amigos novos. Mas claro que isso não foi problema nenhum para alguém que adora fazer novos amigos. Uma hora depois, já conversava com a sala toda, conhecia a escola toda e me sentia em minha própria casa.
Desde então, não consigo nem explicar como os anos seguintes foram bons e, muito menos, explicar a saudade que sinto daquela escola. Fora que foi lá onde encontrei meu segundo amor... Ano de 2000. Eu, a bonequinha de porcelana; ele, o engraçadinho da sala de aula. Olhares apaixonados, brincadeirinhas no intervalo, música tema, bilhetinhos trocados, mas como era de se imaginar, esse amor não deu em nada, mas jamais será esquecido!
Nesse mesmo ano, não só o amor chegou novamente em minha vida, mas também uma criatura loira que eu nunca imaginei que estaria comigo até hoje. Uma amizade que vai além de segredos compartilhados, fofocas contadas, lágrimas secadas ou risos escandalosos. Uma amizade que hoje, quase dez anos depois, é quase uma irmandade. Crescemos, amadurecemos juntas. É uma amizade que eu tenho certeza que jamais alguém conseguirá destruir.
Outra mudança, não tão radical, mas uma mudança. Nova escola (de novo)! Os amigos muitos continuavam os mesmos, uma nova postura com os estudos, novos objetivos e quando menos esperávamos, acabou também! Formatura de oitava série, festa, vestido de gala, brinde, padrinho de formatura, anel... Fim de noite e uma nova fase se inicia.
No ano de 2004, 2005, muita coisa mudou! Pessoas muito especiais entraram em minha vida, graças à insistência de minha mãe em querer que eu fizesse Crisma na Vila Jaguara. Lá, encontrei amigos que só Deus para me dar mesmo.
Ano de 2005 foi o ano em que vivi uma nova experiência: dei meu primeiro beijo. Diferente das outras pessoas que converso, não foi ruim e nem estranho. Pra mim foi especial e com alguém especial. Foi na hora que eu achei que tinha que ser. O garoto? Continua sendo muito especial e continua aqui, ao meu lado. Definitivamente, um grande amigo!
E daí em diante vieram outros beijos: no escurinho do cinema; no escurinho de um corredor; beijos escondidos, que na verdade, todos sabiam que estavam sendo dados; beijos bons e beijos ruins.
Até que veio o primeiro namorado, mas dessa vez algo mais sério. Foram dias, meses, muito especiais, pelo menos para mim. Uma amizade que por mim teria ficado para sempre. Foram risos, choros, ombros emprestados, beijos, abraços, olhares, uma cumplicidade que eu achava que jamais seria destruída ou jogada pela janela.
Como nem toda história de “amor” tem um final feliz, esse namoro acabou. Durou o que tinha que durar.
Teve Porto Seguro também! Ah, isso é inesquecível na vida de qualquer pessoa. A melhor viagem de formatura, com as melhores pessoas. Pessoas que convivi apenas dois anos, mas que parece que foi uma vida toda. Dessas, muitas continuam comigo até hoje... é, nada como ter “Miguxas” em nossa vida, não é?
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Até hoje, com tudo o que já vivi, aprendi muita coisa. Aprendi a não confiar tudo a alguém, a não acreditar em todos os “eu te amo” que alguém te fala na vida. Aprendi que quando as pessoas não têm amigos, dificilmente elas conseguirão ser um. Que as coisas acabam, de um dia para outro. Que eu tenho uma ótima visão e um sexto sentido apuradíssimo. Aprendi que devemos olhar para um jacaré e ver um jacaré e não insistir em ver um passarinho. Descobri que meu coração sempre me leva para o caminho certo; que existem aquelas pessoas que querem te ver bem e outras, que fingem que querem. Descobri que “quem vê cara, não vê coração” e que realmente “há males que vem para o bem”.
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Hoje, quando olho para trás e vejo meus “amores”, me pergunto: “será que aquela história de ‘viveram felizes para sempre’ só acontece nos contos de fada? Ou será que meu príncipe encantado não foi forte e valente o bastante para enfrentar o dragão? Não foi esperto o bastante para enxergar a bruxa? Ou não foi cuidadoso o bastante e deixou meu sapatinho de cristal cair e se despedaçar? Ou será que o amor dele não era tão verdadeiro e forte, capaz de acordar a princesa que dormia?”.
Talvez seja isso. Ou talvez eu estivesse procurando o “final feliz” com o príncipe errado. Mas agora acho que estou seguindo um caminho mais certo, um caminho com mais maturidade, com aprendizados maiores, sem medo de errar. Quem sabe um dia, o príncipe certo não apareça em um cavalo branco?
Mas na verdade, eu quero sim um “Felizes para Sempre”, mas não precisa ser com um príncipe encantado, já que todos dizem que isso não existe. Quero alguém que me faça feliz, que me aceite como sou, que saiba enfrentar os problemas junto comigo, que me respeite, que seja sincero, que saiba ser amigo, e, que se um dia o “para sempre” acabar, que pelo menos continuemos sendo felizes, e amigos.